Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Sentir-se bem no corpo

 Na adolescência, o corpo é um "lugar" ao mesmo tempo de dúvidas, atenções, amores e ódios. Ele é o reflexo do que tu és e do que tu sentes. 

Aliado ou inimigo, aprende a conhecê-lo!

 

 

  • Na adolescência, o corpo muda. O período, os pêlos, as borbulhas, a estatura, o peso e os seios são elementos novos que entram no quotidiano. O objectivo é tomar posse  deste novo corpo que está cada vez mais parecido ao corpo de um adulto. É mais ou menos quando mudamos de apartamento: é necessário um tempo de adpatação para ele se tornar familiar e acolhedor. Com este nova aparência, sentes-te desamparada, como se estivesses num corpo estranho. É uma sensação perfeitamente normal porque esta mudança também acompanha uma mudança de indentidade. Para o tornares teu, tens de tomar conta dele, tráta-lo, embelezá-lo, aceitar os seus defeitos e limites.
  • Como ele te vai acompanhar durante toda a vida, é bom que aprendas a tratar dele. Como? Para já, oferecendo-lhe uma alimentação equilibrada, comendo de tudo em quantidades razoáveis. É também necessário dar-lhe repouso: não te esqueças de dormir 8 a 10 horas por noite para estares em forma. Faz exercício: treina-o para melhor o descobrires. Pratica dança ou uma  actividade que corresponda ao teu corpo e à tua personalidade. Respeitar  corpo não é pôr-se bonita ou vestir roupas elegantes, temos também de lhe a higiene que ele merece. Assim, pouco a pouco, ele tornar-se-à num aliado, uma "embalagem" dentro do qual viverás muito feliz.
  • Tentar "domar" o nosso corpo não é um tarefa fácil. Muitas adolescentes tentam utilizar métodos mais fortes para o domesticá-lo e chegam a maltratá-lo ou agredi-lo. Exemplos destes extremos são os distúrbios alimentares e a automutilação. As agressões são um meio de "libertar a dor, as angústias e as emoções. Magoar-se a si própria provocando cicatrizes ou queimando-se é sempre um sinal de mal-estar. Mas, se fazer sofrer o seu próprio corpo é uma forma de o controlar, é igualmente um meio de o sentir vivo. A dor tem o efeito de uma bofetada. A automutilação é então, e sobretudo, a ocasião de mostrar o seu sofrimento aos outros, de lançar um apelo e um pedido de socorro. Face à automutilação, o silêncio  e a indiferença são as atitudes mais inadequadas. As pessoas que nos são mais próximas devem estar  presente e comunicar. As palavras são fundamentais para acalmar um sofrimento.

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Eu já estou de férias e isto é um post automático. Ele faz parte de um mini Especial sobre a adolescência. Domingo já haverá um novo post.

 

Beijos,

Sofia

 

publicado por Sofia às 16:00
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